Rapidinha da madrugada:
E o som citado:
Rapidinhas
De volta à ativa e com um projeto bem legal.
Dê play no arquivo abaixo e descubra.
Beijos!
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Nine - The Movie
Depois de muito tempo, decidi escrever.
E nada melhor do que falar sobre um bom filme. Nine. Apesar de todas as cenas que vazaram, as músicas e tudo mais, confesso que nunca pensei que o filme seria tão bom. Mesmo com todo aquele elenco.
Sei que estou atrasada para comentar este filme e que muitos de vocês já devem ter visto, mas estou há dias digerindo cada cena.
Vamos pelo elenco, então.
Daniel Day-Lewis (Guido Contini) - Depois de muito tempo, o que vemos aqui é exatamente todo o seu potencial. Daniel simplesmente respira Guido Contini. Em nenhum momento conseguimos lembrar do ator ou de personagens por ele interpretados em outros filmes. Ele está simplesmente esplêndido, no papel de diretor obcecado e atormentado por estas mulheres. (Mas, convenhamos, com este elenco quem não surtaria?)
As mulheres parecem interpretar o que realmente são. Vejamos:
Marion Cotillard (Luisa Contini) - Classicamente elegante. Em certos momento lembra Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany's. Ela interpreta a esposa de Guido. Uma mulher elegante, encantadora e de uma força que te arrebata de uma maneira incrível. O efeito que ela causa na tela é o mesmo que ela conseguiu em Piaf. Ouso dizer que ela rouba o filme.
Penélope Cruz (Carla) - A amante passional e ardente. Espontânea, de movimentos largos, quase cômica, quase caricata. Linda. Ela dá uma aula para todas as mulheres enquanto canta "A call from Vatican". Lindo de ver.
Nicole Kidman (Claudia) - A inspiração de Guido. Ela é a atriz principal de seus filmes. Apesar de estar linda no filme, Nicole não mostra a atriz que é. De uma certa forma, ela está até bem "sem-gracinha", salvo a cena do chafariz em Piazza Navona, lembrando a cena antológica de Anita Ekberg, em "La Dolce Vita" (Fellini). A coincidência deve ser proposital.
Judy Dench (Lilli) - Diva. Ela tem uma suavidade absurda em cena. Alguém que transpira sabedoria e confiança. É quase um colo de mãe. Judy interpreta Lilli, a figurinista dos filmes de Guido, mas não é só isso. Ela é o refúgio deste atrapalhado diretor. De origem francesa, traz toda a magia dos palcos franceses à cena. Pra sempre, diva.
Sophia Loren (Mamma) - Pura elegância. Ainda diva. Apesar das plásticas faciais, continua linda, elegante e traz encanto e calma, aconchego para as cenas com seu filho Guido. Só um detalhe: ela está morta. É apenas a presença forte desta mulher guerreira que aparece para Guido em momentos de maior confusão. Linda.
Kate Hudson (Stephanie) - Uma jornalista cheia de vida e energia da Vogue, que tenta seduzir Guido. Acho que acertaram o tom com ela. Em nenhum momento tentaram transformar a Kate em uma mulher hiper sensual. O que aparece é uma menina, divertida, encantadora, com um sorriso sem igual e com um certo charme. Até mesmo em "Cinema Italiano" ela dá um show sem ser forçado. Aliás, canta muito bem. (Vou parar por aqui pois a Kate é minha atriz favorita e seria muito parcial da minha parte falar dela. Sou completamente apaixonada por ela.)
Fergie (Saraghina) - É uma vadia. Simples assim. Ela interpreta a primeira mulher da vida de Guido, ainda em sua infância. Ela se mostra, dança e encanta por alguns trocados para Guido e seus amigos. Mas devo confessar que em "Be Italian" ela e todas as mulheres que dançam com ela dão um show! Mais uma aula para as mulheres do mundo. Cena brilhante.
A direção de Rob Marshall é impecável! Cada ator, personagem está ali dando seu melhor. Cada olhar, lágrima, sorriso, cada abertura de pernas parece encantar a câmera. Tudo é mágico na atuação destas feras.
O figurino de Colleen Atwood ( que também foi responsável por "That thing you do!", "Sweeney Todd", "Chicago", "Big Fish", "Alice in Wonderland" e muitos outros) é esplêndido. Como de costume. A Colleen se afirmou como "A" grande figurinista do cinema americano. Ela é sempre genial. E confirmou isso em 2006 quando ganhou seu segundo Oscar, por "Memórias de uma Geisha".
Uma atenção especial deve ser dada a trilha sonora, que é exatamente o que se vê durante o filme. E sim, as músicas são cantadas pelo próprio elenco.
Bom, era isso. Certamente se tornou meu parte do meu Top 5 Movies. E a cada vez que assisto uma cena, aprendo algo mais empolgante. Todas as mulheres deveriam ver este filme. Fica a dica. Novamente.
Bons filmes!
O empreendedor por trás das bandas
Hoje, fui de penetra em uma palestra, ou melhor, bate-papo com o Ilton Carangacci e alunos de RP da Famecos (PUCRS).
A conversa começou com a revelação de que o Ilton não só empresariava bandas que estão consolidadas ou em ascenção (Papas da Língua, Chimaruts e Reação em Cadeia) como também, começou sua carreira empresariando "Os Eles". Banda da qual sou fã, pelas músicas e pelo fenômeno que foi durante a década de 80.
Mas, antes de começar a falar da palestra, faço uma pausa para um breve resumo de minha vida e meu interesse nesta conversa.
Nasci (praticamente) dentro de um camarim do Kid Abelha. Desde pequena acompanhei meus pais em todos os shows que aconteceram em Porto Alegre. O Escaler (localizado no Parque da Redenção) e o auditório Araújo Viana, eram a minha 2ª casa. Meu dindo tem banda (por hobby) desde meus 4 ou 5 anos, e sempre que dava, ia nos ensaios e apresentações quando eram diúrnas.
Shows em parques, festivais abertos de banda gaúchas, isso era a minha realização e diversão quando piá.
Aos 12, me encantei pelo rádio e passei a frequentar os estúdios da rádio que mais gostava: Felusp, na época em fase de transição para 107.1 - Pop Rock.
Com a frequência e os anos, acabei me aproximando e me apaixonando pelo mundo da música. Não mais pela magia do rádio.
Uma casa definiu, de vez, os meus planos pro futuro. Uma casa onde o que imperava era a alegria, a confiança, o amor incondicional à determinadas bandas e a vontade absurda de fazer com que elas fossem ouvidas e os músicos reconhecidos em qualquer lugar do mundo. Esta era a Pop House. Da qual fiz parte até seu fechamento, em fevereiro de 2003.
Agora, com 18 anos, era hora de decidir uma profissão. Caminhos tortuosos me levaram à Hotelaria (curso que faço graduação e odeio profundamente). Mas nunca me desliguei por completo da música.
Ontem, fiquei sabendo que o Ilton estaria na Famecos e pedi permissão para assistir.
Conforme ele ia falando de sua trajetória, me passava pela cabeça tudo que já vivi. Reconhecia os nomes, os tempos e as gírias.
Você pode até não gostar das bandas citadas, mas conhece, já ouviu falar, ouviu no rádio (numa novela) ou foi em um show. E sendo assim, concluimos que o trabalho do cara é genial e muito bem planejado.
Pela primeira vez, vi uma palestra da qual eu entendia todo o universo do assunto e acima de tudo, me interessava ainda mais. Talvez por não estar lá com a veneração cega pelas bandas citadas, e sim como alguém do mesmo nível, do mesmo mundo, "são apenas seres humanos como eu, porém, com talento!" pensava eu. Achei que aprenderia muita coisa com este bate-papo mas, me surpreendi. Saí de lá com muitas dúvidas.
Não falo das dúvidas como algumas das RPs presentes, que mais pareciam se importar com fofocas de bandas do que com dicas profissionais. Aliás, muitas (dicas) foram dadas. Dúvidas do tipo: "O que é um set list?", "Quem ganha mais na banda, o vocalista?" em nenhum momento me pareceram condizentes com o que o Ilton havia mencionado durante sua explanação.
Dúvidas mais profundas me vieram à mente. Aquelas que guardava há um certo tempo, sufocadas no coração. Minha vida, meus caminhos, minhas vontades, tudo isso quase atravessou meu corpo, em uma vontade irracional de viver de novo.
Olhos brilhantes, certeza de objetivos, garganta sufocada, palavras idiotas dirigidas ao palestrante no final da conversa. Foi assim que saí da sala 303 da Famecos às 22h de hoje.
Eu ainda volto pra esse mundo! Não pelo status, não pelo glamour, não pela fama, não pelo dinheiro. Volto pela guerra diária e pela paixão de uma vida. Volto por acreditar nisso.
Obrigada, de verdade, Ilton!!!!
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